terça-feira, 13 de novembro de 2018

Atrasos de salários deixam o clima desolador em time catarinense


Único técnico campeão olímpico pelo Brasil, no Rio de Janeiro em 2016, Rogério Micale é uma pessoa calma, mas franca. Após a derrota para o Vila Nova, por 3 a 1, na sexta-feira em Goiânia, ele reconheceu que o Figueirense não foi bem, mas lembrou que pelo menos já está livre do rebaixamento. Deixou claro também que os atrasos salariais estão atrapalhando o rendimento do grupo no Campeonato Brasileiro da Série B.

“Nós entendemos as dificuldades do clube, mas é preciso também entender o lado dos jogadores, que têm por trás uma família. Fica impossível se manter o foco no nosso objetivo” – disse o técnico, que tem contrato até dezembro de 2019, mas já condiciona sua permanência ao fim dos problemas administrativos.

Os jogadores estão prestes a completar três meses sem salários e perderam totalmente a motivação na Série B, a partir do momento que o time se livrou matematicamente do rebaixamento. Com 46 pontos é o 13.º colocado. Neste clima desolador, Micale promete definir nesta segunda-feira o time para enfrentar o Paysandu, terça-feira à noite, no estádio Orlando Scarpelli na abertura da 37.ª rodada. Como ele vem ‘rodando’ o time para poupar alguns jogadores, é possível que novas mudanças sejam confirmadas.

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